Dá para mudar a alimentação das crianças?

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Quando você percebe que conseguiu ajudar uma família que tanto ama e admira, dá uma alegria na alma. Sim, muitas famílias não têm informações suficientes sobre alimentação infantil, idade permitida de cada alimento e para “ajudar”, ou melhor, contribuir com a falta de informação, ainda existem profissionais desatualizados. Então, te peço: quando engravidar, procure informações confiáveis sobre alimentação infantil, pois sim, ela começa quando a pessoinha ainda esta na sua barriga! Mas vem cá, será que dá para mudar a alimentação das crianças?

A Mel, do Maternidade Simples, conta como fez para mudar a alimentação das crianças na casa dela, depois de ter feito um monte de coisa, que hoje ela sabe que não era indicado, mas que por inexperiência ou informação, fez. Sem julgamentos e sim uma salva de palmas pela mudança, o texto de hoje traz o relato de como foi por lá!

Relembre: O que é comida de criança?

Era uma vez uma criança que tinha livre acesso a toda e qualquer guloseima dentro de casa. Bolachas recheadas e salgadinhos daquela marca que é impossível comer um só eram lanche escolar TODO dia. Essa criança cresceu e virou uma adolescente que sempre lutava contra a balança. E, depois, uma adulta viciada em besteiras e comidas nada saudáveis – que acabou engordando ainda mais por conta da desaceleração natural do metabolismo.

Sim, essa criança sou eu. E é claro que, com todo esse histórico, o padrão alimentar que reproduzi para minhas filhas não foi dos melhores. Hoje olhando para trás fico cho-ca-da com a minha falta de informação e com os absurdos que fiz com a Manuela, minha filha mais velha, hoje com 8 anos.

Ela comeu doce antes de completar 1 ano, comeu batata de um fast-food famoso aos 10 meses (!), no seu primeiro aniversário experimentou refrigerante (graças a Deus que não gostou) e, pasme, nas suas primeiras férias na praia, com 1 ano e 1 mês, almoçava miojo todos os dias. Eu sei, eu sei, eu sei tudo o que você está pensando.

dá pra mudar a alimentação da criança?

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Passaram-se alguns anos de hábitos alimentares errados: leite com achocolatado passou a ser oferecido diariamente na mamadeira, fast-food se tornou semanal e os doces, diários. Felizmente, a gente está sempre em evolução, né? E quando foi se aproximando a chegada a minha segunda filha eu comecei a perceber alguns dos erros mais gritantes.

Ana Júlia nasceu e eu já tive o bom senso de não repetir muitos desses absurdos alimentares. Bolachas recheadas, salgadinhos e miojo se tornaram visitantes muito raros (sim, às vezes eles ainda aparecem) aqui em casa e fast food se tornou algo extremamente ocasional (e quem leva é a tia).

Mas eu ainda via outras coisas que precisavam melhorar e que eu achava que não tinha jeito: que minhas filhas tomassem café da manhã (Ana Júlia já estava com quase dois anos e as duas só queriam tomar leite de manhã) e que o doce fosse limitado de vez (para a Manuela).

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A gente conversou, a querida Paola passou aqui em casa e explicou algumas coisas para a Manuela e eu comecei a ler mais sobre algumas estratégias.

No primeiro mês, perdi a conta de quantas vezes eu fiz o café da manhã e tirei o prato intacto da mesa. Elas sentavam, tomavam o leite e saíam sem tocar em nenhum alimento. Era triste e desanimador.

Mas continuei tentando, dia a dia, oferecendo alimentos diferentes, tentando combinações, decorando os pratos… Resultado: hoje as meninas acordam pedindo “vamos tomar café da manhã?”. Não é um SUPER prato, mas sempre tem pelo menos uma frutinha e um pãozinho ou bolo simples feito em casa.  O segredo foi insistir! Sem estresse, sem briga, mas oferecendo com constância.

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Ah, e o doce da Manuela? Quando a Paola esteve aqui em casa, fizemos um combinado de que ela comeria doce apenas três vezes na semana. Sim, ela comia TODO dia (assim como eu como todo dia, se depender da minha vontade). E assim passamos a controlar, mas principalmente deleguei essa responsabilidade para ela e confiei. Tem dias que ela chega e me fala que teve bolo de chocolate com cobertura na escola, então, já contou como um doce da semana. Ela vai para a casa da vó ou da tia já sabendo quantos doces pode comer. E, para minha alegria, outro dia recebi uma mensagem no WhatsApp: “Mamãe, a tia Caline me convidou para tomar sorvete, mas eu já comi um doce hoje. Eu posso tomar sorvete e não comer o meu doce amanhã, que é o terceiro da semana?”

Precisa insistir, mas tem recompensa!

A Mel é uma das melhores coisas que o blog me trouxe. Uma amiga, uma família que quero levar pra vida, pra sempre! Mel e todos vocês da família Pockrandt, contem sempre comigo.

Beijos.

 

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