Este post participou da Blogagem Coletiva do Mamatraca.
Imagem Shutterstock

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Que competição no Mundo Materno existe, eu aprendi assim que Clara nasceu. Que existe o movimento “mais” mãe e “menas” mãe eu também já aprendi. O que eu não entendo é a falta de respeito entre as diferenças de opiniões. Tanta gente luta pela liberdade de expressão, contra a homofobia, racismo, preconceitos de forma geral, mas quando você encontra um grupo de mães que tem um ideal, o que mais existe é a falta de respeito com as quais não fazem parte deste grupo.

Querem um exemplo mais que básico?

Existe o grupo Parto Normal, que simplesmente acha que toda (ou quase toda) mulher que teve Parto Cesárea não é tão boa mãe, ou como já li por aí, é frouxa e não sabe a verdadeira dor de ser mãe.

Hoje em questão, venho falar de nós mães que trabalham. Sabe o que acho engraçado?

Há algum tempo atrás, as mães que ficavam em casa é quem eram “apedrejadas” e hoje, com tanta evolução, quem são apedrejadas são as mulheres que voltam a trabalhar.

Existem 2 grupos de pessoas: As que trabalham por realização profissional/pessoal e as por motivo financeiro. Até aí tudo bem, quer dizer, tudo bem nada, pois o que já li e ouvi foi:

* Se você quer ser mãe, não tem como ser realizada profissionalmente, pois precisa dar atenção ao seu filho.

* Um filho precisa muito mais de carinho, afeto, do que brinquedos, viagens, roupas caras, boa escola.

Calma aí!

Sim, a vida muda depois do filho;
Sim, os objetivos mudam;
Sim, eles dependem de nós durante muito tempo. Entre outras coisas mais, que cada um em sua casa sabe quais são as necessidades.

O que me deixa bem triste, é a falta de respeito quando algum grupo levanta uma bandeira.
Acredito que se há uma divisão e dedicação do tempo, tudo se resolve.

Eu precisei trabalhar, por simples questão financeira, Clara foi pro berçário e isso não me impediu de brincar com ela, cuidar dela, amá-la incondicionalmente, amamentá-la (relembre aqui) toda vez que ela quer enquanto estamos juntas e ela continuar só no leite materno.

Eu divido meu tempo com ela, ou melhor, quando a pego no Berçário e vamos pra casa, eu fico com ela, me dedico à ela e quando ela dorme é que vou pensar em o que fazer pro jantar e fazer minhas coisas.
Se cansa? Lógico que cansa, afinal sou ser humano, mas tenho prazer em ficar com ela, desejei ser mãe e já sabia que teria que trabalhar.

O que mais me incomoda são as pessoas que dizem que abriram mão de tudo pra serem mães e que deixaram de trabalhar pra ficarem com seu filhos. Que simplificaram ao extremo suas vidas pra conseguirem ficar em casa e que eu devia fazer o mesmo.
Gente, se você tem condições de ficar em casa pra cuidar 24hs/dia de seu filho, super parabéns! Aproveite mesmo seu dia ao lado dele, brinque, mas brinque de verdade, não o deixe o dia inteiro na frente da televisão, comendo porcarias enquanto você vai na manicure, passeia no shopping e tira a soneca da tarde.
Já vi muita mãe que fica em casa, mas deixa seu filho “a Deus dará”.

Admiro sim, as mães que ficam em casa, mas CUIDAM de verdade de seus filhos e ainda se mantém lindas. Não preciso puxar o saco de ninguém, mas tomo a liberdade pra citar algumas mães que não trabalham fora (trabalham em casa),  mas se dedicam aos filhos: LoretaAninhaCarolBárbara entre outras que agora não me lembro.

Assim como admiro as mães que trabalham e ainda assim se dedicam aos filhos sem desculpas de cansaço e afins: a KekaRoseSamFabi, Michele entre outras também que não me lembro e tenho pouco contato.

Tive que desabafar, pois li um texto esses dias super desrespeitoso com as diferenças que existem entre as famílias e acho que se queremos criar pessoas melhores, precisamos nós, sermos mais tolerantes e aceitarmos de uma vez por todas toda e qualquer diferença.

De que adianta levantar a bandeira contra a diferença dos brinquedos entre meninos e meninas e tantos outros assuntos da Maternidade, se nós mães não toleramos as diferenças entre parto normal X cesárea, leite materno X leite artificial, dona de casa X profissional???

Já sofreram alguma “discriminação”?E com vocês?

Beijos

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Comentários

  1. Paola, olha… é complicado. Eu respeito as diferenças, por exemplo, mas nem tudo eu preciso aceitar não é mesmo? Assim como tu não aceita isso, eu não aceito um tanto de coisas, outro fulano mais um tanto, outro ciclano mais um tantão. E assim a vida segue.
    Só acho que devemos sim levantar bandeira, seja do que for, você por exemplo, levantou a sua e ta o recado dado. A vida é feita assim.

    Sim, eu por exemplo acho melhor parto normal, acho melhor amamentar prolongadamente e acho melhor ficar em casa nos primeiros anos. Mas isso não define maternidade, nada disso define. Ser boa mãe, péssima mãe, mãe de merda, mãe doriana (rs) se define (se é que pode se definir) por um conjunto de atitudes durante toda uma vida ” materna” vamos dizer assim….

    🙂

    Beijos

    1. Isa,
      Concordo com o que você falou quando diz que não precisa aceitar. Sim, você não precisa aceitar, mas deve respeitar, como disse que faz.
      Eu levanto várias bandeiras também, mas respeito quem não faz parte deste grupo.
      Eu sou fã e defendo muito a amamentação prolongada, estou lutando diariamente por isso, MUITA gente é contra esta minha atitude e eu defendo meus ideais e continuo, mas respeito quem tem uma opinião contrária.

      O que me deixa chateada é a falta de respeito e não a falta de liberdade me levantar uma bandeira.
      beijos

  2. Eu sou mãe de três filhos, a minha caçula tem 1 ano e 6 meses, e voltei a trabalhar logo após a minha licença maternidade, sofri demais, e queria poder cuidar dos meus filhos, infelizmente, preciso trabalhar, mas pensando que agora são 3 pra ficar da casa da mãe, sogra e tals, conversei no trabalho e mudei meu horário, não tenho mais horário de almoço, trabalho das 7h às 14h direto, meus filhos mais velhos estudam na escola onde trabalho, e ficam comigo até a hora da minha saída, e a minha mais nova fica com a sogra, é complicado essa questão, mais precisamos trabalhar. Muita gente não entende!
    #amigacomenta

    1. é triste mesmo ter que voltar ao trabalho. Voltei faz 1 mês e ainda choro por não poder ficar o dia inteiro com minha filha, mas a coloquei em um berçário que super confiei, vou no meu horário de almoço ficar com ela e amamentá-la e quando chegamos em casa eu sou só dela!
      Aos fins de semana não desgrudo nem 1 segundo, brincamos, lemos, passeamos e assim vai.
      Infelizmente, não existe no momento outra opção pra mim, preciso trabalhar. Mas meu tempo livre é dela, mesmo eu estando cansada não desconto nada nela e sempre ficamos juntas!!!
      beijos

  3. Paola, eu parei de trabalhar p/ cuidar da minha filha #aos4, ainda não voltei e nem sei quando vou voltar, não me sinto melhor que as outras mães que trabalham. Respeito e até entendo que muitas mães precisem trabalhar fora mas isso não as tornam pior mãe.
    Tbm acho desagradável esses extremos, julgar a mãe pelo tipo de parto, o que faz ou deixa de fazer, falta sim muito respeito pelo direito de escolha, pois em muitos casos e uma escolha e pronto. Acredito que p/ vcs que trabalham fora deve ser mais difícil e sofrido a hora da separação, quando chega a hora de deixar o bebê no berçário, falta um pouco mais de compreensão e carinho das outras mães que não passam por isso… meu carinho, respeito e um forte abraço p/ vc e todas as mães que passam por isso.
    Bjs
    #amigacomenta

  4. Queridaaaa, obrigada!!
    Concordo com você 100%. Se tem uma coisa q eu não curto é militância. Pra mim não tem essa de defender um lado e nem querer saber o outro.
    Existem MIL motivos para a amamentação prolongada e outros mil para parar antes. Depende da necessidade e prioridade de cada um. A mesma coisa pro parto e pra outros assuntos.
    Claro q tem gente q não faz nem um esforcinho pra tentar/continuar e opta pelo caminho mais facil, mas por isso temos direito de escolha e cada um tem sua vida né?! E sejamos felizes com as nossas escolhas. 😉

    bjossssssss

  5. Lindonaaaaaaaaa, você é uma querida e expressou exatamente o que penso!! Te admiro por essa coragem de falar o que pensa sem rodeios!
    Essa coisa de militância exagerada e acima de tudo desrespeitosa é um absurdo! Defender suas crenças e ideias é importante, mas para isso não precisa ofender o outro, né?
    Eu também tenho minhas causas e levanto as bandeiras daquilo que acredito, mas jamais ofenderei alguém ou me acharei melhor por isso ou por aquilo! Infelizmente, estou achando que esse mundo materno é o mais competitivo que existe, ganhando até do mercado de trabalho, hehehehe…
    Mas é isso, dessas pessoas que fazem da militância uma oportunidade para ofender pessoas ou um determinado grupo, eu ando ignorando! Simples assim!!

    Beijão.

  6. Simplesmente adorei o texto!Eu sofri quando voltei a trabalhar com o meu bebe de apenas 4 meses, todo mundo me criticou, continuei amamentando e ele mama ate hj.Parei de trabalhar pois o dinheiro q recebia não compensava com os gastou de ter alguem para cuidar dele.Parei de trabalhar e muita gente veio me criticar pq sou muito jovem para parar de trabalhar.Aff!Não importa o lado, sempre vai ter gente discrimando!Eu respondo sempre assim:vê o sorriso no rosto do meu filho?pois é!
    beijos
    #amigacomenta

  7. Isso mesmo! Também odeio esse tipo de comentário! E qdo chamamos esse tipo de mãe de xiita, aí elas não gostam!
    Eu optei tb por parar de trabalhar e me dedicar aos meus filhos, mas isso pq sempre quis ter 3 filhos e meu trabalho não é compatível com filhos (trabalhava em laboratório mexendo em material contaminado), e meu marido me pediu para parar de trabalhar que ele segurava o tranco.
    É fácil, claro que não. Às vezes queria sim voltar a trabalhar, mas depois penso na minha vida com eles em casa e não quero mais voltar.
    Sei que um dia voltarei sim para o mercado de trabalho, mas só depois que eles ficarem mais independentes.
    Mas acho muito legal quem consegue trabalhar e ainda se dedicar aos filhos, pq tb conheço mães que trabalham muito e não tão nem aí para os filhos, que se tornam crianças mimadas e insuportáveis, aí já não concordo!.
    É como digo precisamos estar felizes com a escolha que fazemos e é isso que importa. O resto é resto!.

    Bjos
    Elaina Furlan #amigacomenta
    http://www.vidademae.net

  8. Oi amore,

    Infelizmente é assim mesmo mas, sabe o que eu acho? Só julga assim quem tem medo da propria fraqueza, projeta no outra as suas inseguranças e dificuldades e ataca para se defender!

    Nem liga!! Faça o tipo pinguim de Madagascar: Sorria e acene! rsrsrs

    Bjo! :*

    Loreta #amigacomenta;)
    @bagagemdemae