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Quem me acompanha na fanpage viu que desde sexta feira passada Clara está dodói e que no sábado passei pela odisséia do pronto socorro. Meu pediatra recomenda três pronto socorros, o do Hospital Santa CatarinaHospital Sabará e o Hospital Edmundo Vasconcelos

Na realidade, nunca precisei ir muito a pronto socorro com a Clara, tento ao máximo não ir, vou em extrema necessidade. Fomos ao pronto socorro quando ela tinha 6 – 7 meses e estava mais de 2 dias com febre alta e foi aí que conheci o Santa Catarina e gostei bastante do atendimento. Na época, não esperei muito, ou melhor, não esperei praticamente nada pra ser atendida, ela fez raio-X, foi medicada, ficou no soro, fez exame de urina e foi tudo super tranquilo. Equipe de enfermagem com jeito pra cuidar de criança, sabem?

Há alguns dias, Clara está com o nariz super tampado, sem apetite e começou com tosse e febre na sexta feira, sendo que teve 4 episódios de febre quando o medicamento passava o efeito, sendo que o último episódio foi alto (39) e ainda sob ação da medicação. Foi aí que corri pro pronto socorro.

Marido e eu fomos direto pro Santa Catarina, mas estava com 3 horas de espera e ele mega desesperado (sim, nesses casos ele fica mais desesperado que eu), pois Clara estava super caidinha e mole nos fez ir pra outro Hospital, foi aí que chegamos pela primeira vez ao Sabará.

Recepção bonita, colorida, cheia de brinquedos, papel, giz de gera, vitrine em movimento com barquinho e etc …. tudo pra distrair as crianças e facilitar (acredito eu) pros pais esperarem as 3 horas e meia de espera.

Hospital Sabará

 

Hospital Sabará



Quando chegamos, tinha 47 senhas na nossa frente. Ok, até aí tudo bem, né? Nenhuma mãe escolhe seu filho ficar doente e se está doente tem que ir pro pronto socorro e é “teoricamente” normal esperar, temos que ter paciência e não achar que o problema de nosso filho é maior ou mais urgente que o da criança ao lado. 
Pra isso existe o código de Manchester e os hospitais o seguem pra classificar a urgência do atendimentos dos pacientes.

Protocolo de Manchester


Bom, chegamos ao Sabará, Clara estava ardendo em febre, esperamos 20 minutos pra passarmos na sala da triagem.
Nesta sala, a enfermeira mediu a temperatura, mediu a frequência cardíaca e a pesou (sendo que este último não faz no Santa Catarina). 

Nossa! Nem preciso falar o quanto fiquei feliz, né? Ponto positivo pro hospital, afinal, eles tem uma balança pra bebês e crianças até um limite de peso pra pesar e não precisar do chute da mãe em relação ao real peso da Cria.

Afinal, qualquer pessoa que tenha feito faculdade, curso na área da saúde onde tem que prescrever medicamento teve a matéria de farmacologia e sabe que a quantia de remédio é proporcional ao peso do indivíduo, né?

Pois é! Eu me lembro muito bem desta disciplina e a adorava. Vivia com a calculadora no bolso do jaleco quando trabalhava em hospital pra não errar na famosa conta de cabeça, que unido ao cansaço e a falta de amor pela matemática podia ocasionar em erros e eu dar dieta enteral, parenteral ou qualquer suplemento vitamínico a mais ou a menos pra algum paciente.

E foi exatamente isso que quase aconteceu no Sabará sábado. Clara já tinha sido medicada com um medicamento à base de ibuprofeno e como faziam menos de 6 horas da medicação, precisava de outro composto e ela prescreveu um à base de dipirona, até por ser mais doce que a outra opção que eles tem na farmácia de lá e que Clara sempre vomita quando toma.

Por enquanto, tudo tranquilo, minha filha não tem alergia a este tipo de medicamento, quando está com febre muito alta é ele que abaixa, porém, a enfermeira em questão errou a quantia a ministrar e quase ministrou a quantia pra uma criança de 15kg, ou seja, 5ml e a Clara pesa 10.600kg, ou seja, tem que tomar 3ml.

Ela só percebeu na hora em que eu falei:

– Nossa! Mas é muito!

E ela, não sei se sem graça ou percebendo seu erro, devolveu o medicamento da seringa no vidro e perguntou:

– Mãezinha, vamos dar o ibuprofeno que tem menos quantidade então???

Oi????? Como assim???? Se ela mesmo havia me dito há segundos atrás que tínhamos que dar antitérmico pra baixar a febre enquanto aguardaríamos o atendimento, mas NÃO poderia ser o mesmo remédio ministrado horas atrás.

Foi aí que com calma falei que tinha que ser a dipirona mesmo e ela fez a tal conta na mão de dividir o peso da criança por 3 e descobrir quantos mls minha filha deveria ingerir.

Gente, assim, errar é humano, o hospital aquele dia estava um caos de lotado, fiquei 3 horas esperando pra ser atendida, mas existem erros que não podem ser cometidos, principalmente errar a quantia de medicamento a ser ministrada em uma criança.

erro hospital sabará
Minha sorte é que eu presto muita atenção quando fala em medicar a Clara, pois já sofri por erros médicos e afins, trabalho na área da saúde e tenho certo conhecimento.

Mas gente, o que mais vemos é sonda com água, óleo, medicamento errado. É gente morrendo por descuido dos profissionais que atuam na área da saúde.
Salário baixo, carga horária baixa, estresse não justifica a falta de atenção com a vida do outro, afinal, quando nos formamos fazemos um juramento em zelar e cuidar da vida do próximo.
Como disse acima, errar é humano, porém, existe a necessidade de se prestar atenção no que está fazendo e se não é boa em contas aritméticas, use uma calculadora, peça ajuda ao supervisor.

Espero que isso não aconteça com nenhuma de vocês e peço pra ficarem atentas quando forem medicar os filhos de vocês e até vocês mesmas.
É direto nosso ler a bula, ver o prontuário, conferir a medicação. Não precisamos tomar e aceitar tudo às cegas.

A médica que atendeu a Clara no dia disse que eles são em 12 profissionais, mas como são os melhores, todos correm pra lá, que agora eles atendem até pacientes que moram em Sorocaba, Atibaia e outras cidades da redondeza.
Disse ainda que a maioria que reclama da demora do atendimento e estão descontentes deveriam procurar outro pronto socorro.
Tudo isso sem eu ter reclamado de nada ou ter falado absolutamente nada, mas sim, tinha várias pessoas dando show na recepção por causa da espera que já fica anunciada bem grande na própria recepção onde fazemos a ficha, ou seja, todo mundo que chega lá sabe do tempo da demora.

Tirando que bem na nossa consulta o sistema caiu e mais uma vez a médica reclamou do computador, que lá tudo é informatizado, que não tinha papel pra fazer minha receita e blá, blá, blá, Marido e eu gostamos da pediatra, pois com a Clara ela foi super tranquila, delicada e prática.

Enfim, por enquanto passou, Clara continua meio dodói, já falei com o pediatra dela e está tudo certo.
Espero não depender de pronto socorro tão cedo, ou melhor, nunca depender rs.
Saúde pros Pequenos, né?

Beijos

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Comentários

  1. Nosso sistema de saúde está em colapso, seja na rede particular ou (muito pior) na rede pública. Realmente um erro desse não se justitica, especialmente num hospital que se diz de ponta no atendimento infantil. Aqui no Rio existe uma carência muito grande de urgências pediátricas e das que existem, nenhuma podemos dizer que é boa. Eu evito ao máximo ter que levar meus filhos a pronto socorro, só em caso também de extrema necessidade, eu mesma não vou por qualquer coisa. Essa é, inclusive, a grande causa da superlotação deles, das pessoas correrem para hospital por qualquer motivo bobo.

    Beijos, melhoras para a Clara.

  2. Oi Paola, espero que a Clara esteja melhor. Realmente nessas condições de volume de trabalho a pessoa pode ficar cansada e cometer erros. O problema é que o profissional de saúde por lidar com vidas não pode correr esse risco. Ainda bem que você estava atenta. Aqui eu só vou no pronto socorro que a minha pediatra indica e quando sou atendida peço pro médico de plantão ligar para ela e confirmar a medicação. Faço na maior cara de pau e eles atendem numa boa.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com
    #amigacomenta

  3. Olha, é particular? Tenso demais. Eu sempre levei a Beatriz no SUS, nunca chegou a 3 horas de espera, nunca erraram medicamento nem diagnostico. Não estou falando que um é melhor ou pior, mas que bons e más profissionais existem em todos os lugares 😉 Mas tem uma coisa que é fundamental: educação. Coisa que esse pessoal ai aparentemente não tem né?

    Tomara que a Clara esteja melhor.
    Beijo

  4. Muito tenso isso! Eu sou totalmente desatenta com essas coisas de medicação. Tomo remédio pra hipertensão há 6 anos e nunca decoro o nome dos remédios! Confio demais em médicos e enfermeiros e o que disserem?fizerem, eu confio… Mas ficarei mais atenta! E concordo com a Chris Ferreira “O problema é que o profissional de saúde por lidar com vidas não pode correr esse risco.”

    Beijão.