Imagem: Shutterstock

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É impressionante como na maternidade os assuntos são como um flash, né? A cada semana é uma pauta nova que dá a maior repercussão e vira um bochicho. Essas semanas, vi compartilhado em várias páginas de amigas minhas, inclusive as mães de meninas uma matéria (leia aqui) sobre um estudo feito com meninas que vivem no mundo das Princesas. Mas será que as crianças não podem apenas brincar? Princesa ou plebeia? Posso ser apenas criança?

Eu li, reli, li de novo e ainda não sei se concordo. Mas calma, já vou me explicar!

Não gosto e não concordo com a separação de brincadeiras e brinquedos pelo sexo das crianças. Não acho que elas influenciam na sexualidade de ambos. Eu brincava tanto de casinha, boneca, quanto andava de skate no quintal.

Semana passada fui com minha mãe e Clara no Pediatra e na sala de espera tinha um pai com seu filho e lá alguns brinquedos.

O menino, de 1 ano e 8 meses pegou a panelinha, olhou pra Clara e disse:

– Não! É meu!

Até aí, tudo bem, né??? O menino chegou primeiro e ele estava brincando!
Quando o Pai vira e fala:

– Não nada, você que está errado com essa panela aí na mão!

Minha mãe, educadora virou pra mim e disse: 


– Eu jamais proibi algum aluno meu de brincar com qualquer tipo de brinquedo.
Coisa mais machista essa atitude!


Pois é, quer dizer que o filho deste homem nunca vai poder cozinhar ou ajudar nas tarefas domésticas porque é coisa de mulher? Na hora me bateu uma dó da esposa e da futura esposa.

Em casa, Marido me ajuda com a comida, afazeres domésticos e com a Clara.

Já em relação às meninas gostarem das Princesas, assistirem os desenhos, se fantasiarem e se tornarem mulheres frágeis, submissas e afins acho forte demais. Acredito muito que a educação é o que vai interferir na vida da menina.

Acho muito mais referência  a mãe que “sofreu” por causa de um homem, por falta de condições financeiras e etc passar a vida inteira falando pra sua filha que ela não vai passar por isso e que precisa se casar com homem rico.

Nós, a sociedade mantemos o padrão de casamento, independente de como ele será, mas todo mundo quer encontrar alguém pra ficar junto e sim, isso é passado pros nossos filhos. Eles vêem nosso casamento e querem ter relacionamentos também.

Acho que muitas vezes fazemos alvoroço em torno de um assunto e esquecemos que nossa educação, exemplos é algo muito forte no desenvolvimento da criança.

Qual menino nunca quis ser super herói? E muitas meninas também, pois existe a super heroína. E por isso eles vão crescer se achando imbatíveis e imortais? Ou somos, nós pais que devemos ensinar que não deve beber e dirigir, que dinheiro não compra tudo, que devemos respeitar ao próximo?

Devemos tomar muito cuidado pra não culpar o outro ou algo por uma possível “falha” no meio do processo educativo.

Claro, se você criar sua menina somente no “Conto de Fadas” e seu menino na “Sala da Justiça”, o “tombo” pode ser grande quando eles perceberem que a vida não é só essa redoma de vidro.

Diálogo deve ser sempre presente, desde bebês, mesmo eles não entendendo nada, pode colaborar numa conversa mais séria no futuro. Os bebês não entendem o significado que falamos, mas sabem diferenciar o que gostamos do que não gostamos, tanto é que eles fazem birra e nos contrariam.

Bobos, somos nós que pensamos que eles não entendem nada!

Só por curiosidade, pesquisei o significado das palavras Princesa, Mulher, Dama e Menina no dicionário e olhem só:

Princesa 
prin.ce.sa 
(ê) sf (fr princesse) 1 Esposa de príncipe. 2 Filha de família reinante. 3 Soberana de um principado. 4 A primeira e mais distinta na sua categoria. P. imperial:esposa de príncipe imperial. P.-mafalda: planta liliácea (Dasylirion acretrichum). P. real: esposa de príncipe real. Fazer de princesa: afetar grande altivez.


Mulher 
mu.lher 
sf (lat muliere) 1 Feminino de homem. 2 Esposa. 3 Pessoa adulta do sexo feminino (opõe-se a menina ou rapariga). 4 Mulher da plebe ou das classes inferiores (por oposição a senhora ou dama).


Menina
me.ni.na
sf 1 Feminino de menino. 2 Criança do sexo feminino. 3 Mulher nova e solteira. 4 Tratamento carinhoso ou familiar que se dá às pessoas do sexo feminino, novas ou adultas.  
Fonte: michaelis.uol.com.br

Todas começam com o feminino de e com exceção da menina, a princesa e mulher são esposas. rsrsrs

Nossos exemplos como pais e família são muito mais fortes do que se passa no desenho ou filme. Não acho que devemos criar nossas filhas só pra casar e os filhos pra trabalhar. Concordo que a menina tem que ser educada com igualdade do menino, em todos os âmbitos, mas ambos, devem ser educados e criados com o bom senso, sabendo respeitar cada fase de seu desenvolvimento.

Tem coisa mais fofa do que ver seu filho, sobrinho ou uma criança brincando em seu quarto, dentro de seu mundo imaginário entre fantasias, livros, brinquedos?

E vocês?
O que acham de tudo isso??
Beijos


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Comentários

  1. Amiga, adorei!!
    Acho que devemos criar nossas princesas e nossos príncipes para viverem como quiserem! Se as meninas acharem que casar e ter filhos é o maior objetivo da vida delas e daí, foi escolha, não foi?? Nessas discussões sempre sinto falta de “respeitar o direito do outro”, pois o outro é que escolhe a vida que quer!

  2. Adorei o post!!
    Aki também não tem brincadeira de menino ou de menina, tem brincadeira, faz de conta…
    Concordo q os desenhos não são responsáveis pela educação dos nossos filhos, mas tem alguns conceitos implicítos que temos q tomar cuidado, estar atentos. Nas histórias das princesas é ralmente a ideia do “felizes para sempre”, já q na vida tudo é inconstante e na histórias de heróis é a ideia do “infalível” tudo é falível.
    Aki eu dou preferencia para outras histórias tão ou mais legai q das princesas e dos heróis como Alice no pais das maravilhas, Caichinhos dourados, Bambi, Nemo, Rei Leão, Monstros S.A entre outras e fazem muito sucesso.
    Nessa semana lá no blog eu fiz dois post um sobre livros, com histórias bem legais e pouco convencionais, e outro sobre educação a Teoria do Eco.
    Passa lá da uma olhadinha…
    Bjs,
    Mari
    #amigacomenta
    http://maricriando.blogspot.com.br

  3. Oi, Paola,
    muitas vezes, o significado do brinquedo é atribuído por um adulto, e não pela criança. Então, não fico com paranoia achando que minha filha vai ser consumista e anoréxica por causa da Barbie… para ela, é só uma boneca, e nem é a preferida…
    Mas o que eu acho maravilhoso é observá-la alternando as brincadeiras: uma hora é princesa, a outra é bailarina, piloto de avião, mãe, filha, ou até um “unicórnio do mar” (onde ela arrumou isso????) Espero que ela também conte com a possibilidade de ser presidenta da República – meu post é sobre isso:
    http://maeperfeita.wordpress.com/2013/03/08/brinquedos-que-gostariamos-de-ver/
    Um beijo,
    Marusia
    #amigacomenta

  4. Oi Paola! Acredito que nossa missão como pais é criarmos pessoas de bem. No final o que interessa mesmo é que eles sejam felizes, seja como for, principalmente pela escolhas conscientes!
    Beijos
    Débora
    #amigacomenta
    @personalbebe

  5. Oi Paola!!
    Tenho um casal e eles dividem todos os brinquedos.
    Brincam juntos mesmo! Seja de bola, panelinha, casinha etc…
    Deixa-los ser criança, como vc diz no título, é o principal.
    Adorei o post.
    beijos
    Lele
    #amigacomenta
    @hsordili

  6. Olá Paola! Ótimo post. Sou a favor da diversão com diversas opções. Tenho gêmeos meninos e os dois gostam tanto das brincadeiras “radicais” quanto dos momentos gourmet, lavando até a louça se preciso for. Acho que as crianças precisam experimentar, sem rotular o que é de menino e o que é de menina.
    Rotular, proibir ou não permitir experimentar gera dificuldades de relacionamento na vida adulta. Quem hoje quer conviver com um adulto que não sabe, não quer colaborar ou que não tolera a escolha do outro?
    Tenho um post sobre como estimular as crianças nas tarefas domésticas.
    http://www.maebacana.com.br/2012/05/tarefas-domesticas-como-estimular.html
    Beijos, Gisa