Oi gente, tudo bem?
01
Toda mulher que sonha em ser mãe, quando é, sonha em comemorar o seu primeiro Dia das Mães. Está bem, não vou generalizar, mas acredito que uma grande parte das mães de primeira viagem sim, contam os dias pro segundo domingo de maio.
Comigo não foi diferente, ano passado eu estava grávida e me dividi em comemorar ou não o dia das mães, algumas amigas diziam que não valia, outras que desde o momento que se descobre a gravidez, descobre-se uma mãe.
Eu comemorei de forma acanhada, não ganhei presentes, mas no fundo estava lá, toda feliz e me emocionava só em pensar que no ano seguinte eu estaria com Maria Clara nos braços, ela com quase 10 meses no almoço do domingo.
Quem me conhece, sabe o quanto sou ansiosa, me organizo com as datas, comemorações e fico lá sofrendo e esperando chegar o tal dia.

Logo no começo do ano, quando Clara entrou no berçário eu já perguntei do Baile de 
Carnaval, Festa Junina e CLARO, Festa de Dia das Mães e foi aí que me veio o balde de água fria:

– Aqui nós não fazemos Festa de Dia das Mães e sim Festa da Família!
“Escola é o espaço do múltiplo. É o espaço das afirmações das singularidades para a constituição de um coletivo que faça diferença. E o que move esse grande projeto é o afeto e o respeito. Parece um lugar comum. Mas é justamente por isso que deve ser sempre lembrado.
A multiplicidade é a afirmação das intensas diferenças em nossa sociedade. Não é o plural, muito do mesmo, é o variado, o diverso, o inesperado. Para lidar com a multiplicidade, a simplicidade. A língua que todos falamos e ouvimos. Simplificar para acolher, para convidar e aceitar  o outro. A singularidade constituída de suas histórias de vida. Família costurada na cidade, costurada  a uma tradição, a religiões, que se costuram aos fatores econômicos, a um desejo específico. Assim  somos. O coletivo é a geografia onde tudo isso se torna possível. O coletivo deve, ou deveria, ser o espaço da generosidade, do afeto. Eu me afeto pelo outro, pelo lugar, e lhe devolvo em afeto para  nos transformarmos em algo nosso! Criado por nós” Marcelo Cunha Bueno

Foin, foin, foin … eu murchei na hora e questionei alguns pontos dentro de mim e da sociedade.
Ok, eu entendo que hoje está tudo diferente, diversificado e que temos que fazer inclusão de tudo e todos. Entendo que tem crianças que não tem mãe ou pai e que nessas datas podem ficar tristes, se revoltar e etc. Entendo e ACEITO que tem crianças que tem 2 pais ou 2 mães. Juro, entendo tudo isso.
Mas não entendo o porque eu não posso ter Festa de Dia das Mães. 
Eu não tive minha mãe biológica desde os 4 anos, pois ela faleceu, com isso o pai biológico foi pro mundo e eu fui criada pela minha tia e avó materna (fiquei com 2 mães) e depois de alguns anos, o namorado da minha tia se tornou meu pai e é assim até hoje. Pra mim, sempre foi tudo muito bem explicado, não passei por crises. E isso me dividiu na questão em entender a tal Festa da Família.
Foi aí que eu parei, pensei, refleti, pedi ajuda pra quem admiro, o Educador Marcelo Cunha Bueno e cheguei a conclusão de que eu NÃO entendia e agora mais que entendo, eu aceito e de coração.
Dia das mães é todo dia, dia dos pais é todo dia, a Família tem que ser celebrada a cada segundo. Entendo o apelo comercial dessas datas e as datas religiosas e também confesso que estou super ansiosa pra passar meu primeiro Dia das Mães com a Clara agarradinha, tirar muitas fotos e almoçar em família.
02
Opa! Mas isso é feito praticamente todo domingo na minha família …. então o que muda?
Muda que neste dia, tem a história do presente, né? Aí vem todo o apelo comercial da data, o que alguns educadores querem tirar desta nova infância e hoje, mãe, acredito que é um bem danado.
Imagine quando chega o dia das crianças e o natal e nós pais não temos dinheiro pra comprar o presente, como os filhos vão ficar tristes.
Acho que presentes não precisam de datas pra serem dados, domingos não precisam de datas comeorativas pra ter aquele cardápio mais especial.
“Particularmente, acho muito importante fazermos memória com alguns temas. Comemorar a 
importância de estarmos juntos. Para mim, a escola pode encontrar outras formas de celebrar o 
coletivo, sem esperar que essas datas cheguem. As festas populares são interessantes e podem ser 
um bom motivo para estarmos todos juntos. 
O hoje, o presente, é uma linda data para comemorarmos o afeto e o respeito pelas singularidades das famílias contemporâneas e suas escolhas! Celebremos o hoje!” – Marcelo Cunha Bueno

Pra ler o texto na íntegra, clique aqui.

Imagem retirada 0102

Beijos

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