Semana passada a querida Tatiana Passagem me convidou pra participar da Blogagem Coletiva sobre o trabalho Infantil e Adolescente, adorei o convite. Obrigada, amiga! Confesso que antes deste convite e de toda a mobilização na blogsfera materna, eu nunca tinha parado pra pensar no assunto.

Eu mesma, comecei a trabalhar com 15 anos, continuei meus estudos, nunca repeti de ano, nem ao mesmo fiquei de recuperação. Trabalhava não por necessidade e sim porque eu queria ter uma certa independência e dinheiro pra ir nas matinês do Resumo da Ópera rs. Também sempre ajudei nas tarefas de casa, mas meus pais sempre disseram que meus estudos estavam em primeiro lugar.

Quando fui pesquisar sobre o assunto no site da Sam (já conhece?), percebi que realmente o assunto é sério e que devemos sim abrir os olhos e sim É DA NOSSA CONTA.

Este é um assunto um tanto quanto polêmico e que devia nunca sair dos holofotes, porque se você parar pra pensar, o problema não é só o trabalho infantil e sim a falta de Programas de Educação, Esporte e Cultura para as tantas crianças e adolescentes que ficam sozinhas durante o dia, enquanto seus pais estão trabalhando pra sustentar a família. Muitas dessas crianças, com tempo ocioso acabam caindo na vida do crime, deixando muitas pessoas revoltadas e dizendo:

– Matar, roubar pode, trabalhar não?

Pois é, cadê a coerência disso tudo? Quantos de nós já fomos assaltados pelos flanelinhas ou crianças que vem vender doces no farol?

Será que se a gente não “sustentasse” esse tipo de “profissão” também não teríamos evitado os assaltos?

Sim, a culpa é do governo que fecha os olhos pro problema, sim a culpa é nossa que não nos preocupamos e não mudamos nossas atitudes, sim o problema existe.

 

Outro ponto que li, pesquisando pelo “Tio Google”, é que tem muita gente revoltada dizendo: criança e adolescente não podem trabalhar, mas podem ser atores, cantores e afins.

Pra mim é assim: se não pode ser atendente de lanchonete, não pode ter carreira artística. Quantas vezes lemos entrevistas com os famosos mirins dizendo que estudam em casa, que precisam de uma atenção especial na escola?

Devemos sim colocar a boca no mundo, mobilizar todos os meios de comunicação, mas devemos cobrar do Governo atitudes e ações preventivas, sociais pra tirar todas as crianças e adolescentes da rua, da ociosidade e do trabalho irregular.
Devemos ter escolas, cursos e oficinas pra ocupar o tempo das crianças e adolescentes e não simplesmente deixá-los sozinhos enquanto os pais estão batalhando por um futuro melhor.

 

Precisamos também conscientizar os pais de que seus filhos precisam estudar, se divertir e aproveitar a infância e adolescência. Que não podem deixar de estudar pra ajudar em casa. Tudo tem sua hora e a hora de trabalhar é a fase adulta.

Historicamente, o Nordeste apontava os maiores índices de trabalho infantil do Brasil, porém, a melhoria dos indicadores socioeconômicos da Região tem mudado essa realidade. Prova disso é que a Região saiu do primeiro para o segundo lugar no ranking do trabalho infantil, de acordo com os resultados gerais da amostra do Censo 2010, divulgados pelo IBGE. Fonte: http://peteca-ce.blogspot.com.br/2012/06/ranking-do-trabalho-infantil.html
Vamos nos unir, vamos colocar a boca no mundo, nas mídias sociais e vamos abrir os olhos do mundo sobre este assunto.
Se ver trabalho ou abuso infantil e adolescente, denuncie.
rodape-2-
E você? Vai continuar com os olhos fechados?
Beijos
 
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Comentários

  1. Muito bom o teu post…vc tocou em pontos super importantes,o pior é muita gente prefere realmente fechar os olhos e fingir que esse problema não existe,tbm acredito que poderia ser feito mais investimentos na educação e cultura p/ dar maiores oportunidades p/ essas crianças.
    bjs
    #amigacomenta

  2. Oi Paola, menina, e eu que lembrava de ter comentado este post, mas hoje vim aqui e descobri que não! Coisas de quem usa muito o celular, nem sempre dá certo comigo!
    Obrigada por sua participação e super apoio à campanha “É da nossa conta! Trabalho infantil e adolescente” e por ter colocado esta questão que considero fundamental:
    “a falta de Programas de Educação, Esporte e Cultura para as tantas crianças e adolescentes que ficam sozinhas durante o dia, enquanto seus pais estão trabalhando pra sustentar a família”
    Atividades de contraturno escolar são importantes e mudam esta realidade, mas começa realmente com cada um de nós, trazendo o assunto à tona e tirando-o da invisibilidade.