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Há exata 1 semana antes de completar 36 anos unida a minha ansiedade em realizar sonhos antigos, a ideia de ter ou não a segunda Cria está latente dentro de mim. O engraçado é que antigamente soava um pouco mais fácil a decisão de procriar e aumentar a família, mas hoje, além de todo custo que envolve um bebê, uma criança, temos a questão de como está o mundo e todas suas dificuldades. E aí eu te pergunto: ter ou não ter o segundo filho?

Eu sempre sonhei em ter 1 casal, mesmo sem saber o que era ser mãe de menino ou mãe de menina, sem entrar no mérito sexista da coisa, mas em relação a sensação de criar os dois. Por algum tempo, imaginei como era ser mãe de 3, mas confesso que nunca foi algo forte dentro de mim. Mãe de 2 sim!

Eu cresci junto com outros primos na mesma faixa etária, além de ter 2 irmãos, que por mais que nossa diferença de idade seja grande, 10 e 8 anos, brincamos, brigamos e hoje somos unidos pra caramba e quando lembro das minhas férias com meus primos da mesma idade e os mais novos, percebo que Clara está longe de ter isso.

Esses mesmo primos mais próximos estão teoricamente longe de ter filhos, pois nem relacionamentos “sérios” tem, a não ser a dinda da Clara, mas mesmo assim, seria daqui alguns anos a ideia de ter filhos. Meus irmãos nem sonham com isso, o Biel bate no peito e diz que não quer filhos, ok, ele está no auge de seus 28 anos e a Rê com seus 25 está mais pensando em sua carreira de economista do que em criar família. E mais uma vez vejo a Clara sozinha ….

O único primo da Clara mais presente é o lindo do Giovani, mas que pouco nos vemos, a não ser em aniversários e churrascos, mas é uma relação que quero investir, quero que eles cresçam juntos e em breve o Bernardo (futuro irmão do Gi) também. Mas mesmo assim, vejo distância, entendem?

E quando eu e o Marido envelhecermos ou morrermos? Como Clara ficará “sozinha”? Sem ninguém da sua idade, sem vínculo com alguém que cresceu junto? Eu me preocupo com isso …. e muito, a ponto de desesperar minha mãe e quem está ao meu lado, pois falam que penso muito lá na frente.

Em contrapartida, penso lá na frente também na questão grana e mundo. Gente, quando paro pra pensar que estamos sem água, segurança e em como está difícil levar a vida fico horrorizada. Dá medo do futuro, dá medo de como o mundo estará para nossas crianças. E as coisas que vemos os adolescentes fazer? Antigamente nossas “artes” eram tão mais inocentes e mesmo assim já deixava nossos pais de cabelo em pé.

Só sei de uma coisa, educar e criar não é fácil, me preocupo com isso, mas acredito muito que o amor, apego, carinho, colo, respeito entre pais e filhos são os segredos do sucesso para uma família linda e saudável.

Grana? Ah! Por aqui é bem apertada, mas em qual casa não é? Já cortamos muito dos luxos, para não dizer todos e a viagem para ver o ratinho encantador já foi mais do que adiada, mas nem por isso deixamos de ser felizes ou de continuar sonhando.

Tem coisas que prezo muito, como educação, e teoricamente não poupo esforços para colocar a Clara em uma escola que confie 100%, onde sei que posso colocar o próximo caso o tenha e assim vamos levando.

Meus pais sempre me falaram que nossa maior herança seria nossa educação e escola e assim foi. Não ganhamos carro aos 18 anos, viagem para o exterior aos 15 ou em qualquer outra idade, mas ganhamos escola e faculdade. Tem presente mais valioso?

Venho de uma família que sempre foi tudo muito na raça, cheio de altos e baixos, mas que a união e amor sempre prevaleceu.

Aí eu pergunto:

– Será que a grana apertada e o mundo do jeito que está deve pesar na hora de privar nossa Cria de ter irmão ou irmã?

– Será que não devemos confiar que algo lá em cima vai ajudar, que as coisas vão melhorar e quando se tem amor dentro de casa, vontade em aumentar a família com o necessário para sobreviver de forma bacana, se permitir ir para o próximo?

– Ou será que temos que pensar apenas em cifrões e dificuldades? Que adolescente dá trabalho, que escola está caro e etc?

Entendo e mega concordo que onde comem 3, comem 4, 5, 6 … mas onde estuda 1, não estudam 2. E aí?

Eu tenho praticamente 36 anos, Marido 46 e Clara vai fazer 3 anos em julho. Até quando esperar? Por mais que a ciência e saúde estejam avançadas, será que terei pique para amamentar em livre demanda até o dia do desmame natural quando tiver mais velha? Será que o Marido terá pique para sentar no chão e se jogar na brincadeira? Será que a Clara vai aproveitar um irmãozinho ou irmãzinha com uma diferença de idade grande?

Não é uma decisão que precise e possa tomar já, mas é algo que me consome ultimamente, pois caso decida embarcar novamente na gravidez, preciso organizar várias coisinhas, inclusive começar a tomar ácido fólico ahhahahahah. Porque dinheiro parece que nunca é suficiente!

Clara já me pediu irmãzinha algumas vezes, inclusive já olhou para mim e disse que tinha um bebê na minha barriga. Segundo a lenda da minha avó, quando a criança dorme com o bumbum empinado está chamando outro e por aqui é direto, ou seja, ela deve está chamando um time de futebol hahahhahaha.

Como foi a decisão por aí para partir para a próxima Cria? Foi planejado ou veio no susto?

Beijos,

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