Imagem: Shutterscotck

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Quando eu estava grávida, morria de medo em como seria minha vida pós Clara nascer. Lia os blogs maternos que gosto e via este assunto em pauta sempre. Na minha cabeça, era quase que impossível entrar que as coisas mudam só porque nasceu um bebê, você se tornou mãe. É tão engraçado como algo que é fundamental para engravidar parecer ser tão distante depois que nos tornamos mães. Sim, estou falando de sexo, mais especificadamente de sexo depois dos filhos.

Falei um pouco sobre isso logo no meu pós parto, relembrem aqui.

Mas enfim, não posso afirmar porque não estou na casa de todo mundo, mas posso falar por mim, em como ficou aqui em casa. E em como eu e Marido resolvemos, ops, estamos resolvendo a questão.

Na realidade eu não acho que sexo é o segredo do casamento feliz, não acho que apenas a mulher deve se desdobrar para ser sensual, fazer mil e uma coisas diferentes para atrair o Marido e o satisfazê-lo. Acredito que sexo é sim uma maravilha, delícia, mas que deve haver “esforço”, empenho para as duas partes do relacionamento. Para mim, meu Marido tem que pensar em como me agradar na cama tanto quanto eu a ele, aí sim, ambos serão realizados no quesito sexo! Acho que da mesma forma que se eu usar uma lingerie diferente e bonitona, ele também deve estar bonitão para mim, conseguem me entender?

Já me perguntaram inbox, por email como é aqui em casa a cobrança do Marido, como é a relação dele com a cama compartilhada e como nós fazemos.

Não acho que tenha muito segredo não, o fundamental é sempre o diálogo estar em primeiro lugar, ambos estarem cientes do momento em que estão vivendo e juntos tomarem iniciativas para mudar o marasmo da vida sexual.

Passamos aqui por alguns meses beeeem parados e sempre fazíamos piada do momento off sexo, mas sempre analisando o que poderíamos mudar e melhorar algo que sim, gostamos, sim sentimos falta, mas o cansaço de ambos estava deixando distante.

Percebi que não é a Clara quem nos atrapalha, logo, não é sermos pais com que faz com que a gente transe menos e sim o cansaço de ambos e isso teoricamente independe de sermos pais. Por isso, nós mesmos tiramos essa “desculpa” da frente para colocarmos mais emoção na nossa vida sexual.

Imagem: Shutterstock

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Não existe regra, mas existe diálogo. Não existe frequência, existe fazer quando dá vontade. Não existe cobrança, existe compreensão. Não existe empecilhos, existe cansaço. Não existe fazer por fazer, existe ter menos, mas mais sexos melhores. Enfim, existe um conhecimento um do outro melhor, uma maturidade que antes não existia. E não só no quesito sexo, mas sim em todo o conjunto.

Quando compartilhamos a cama com a cria, usamos todo o resto da casa e por mais bobo que parece, “desbravar” outros ambientes pode ser tão excitante do que qualquer sexo em lugar proibido que você já fez na época de namoro. E o frio da barriga que dá só em pensar da cria acordar?

Precisamos adaptar as mudanças de nossa vida, o fato de hoje não sermos mais apenas dois e seguir em diante, porque por mais que hoje a gente não sinta tanta necessidade de fazer amor, transar ou etc, um dia a vontade tende a voltar e os filhos estarão lá!

Este texto surgiu a partir de uma pergunta que fiz ontem na fanpage e que será base para nosso bate papo noturno.

Quem mais aí tem algo a dizer sobre sexo depois dos filhos?

Beijos,

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