A gente engravida, dá a luz, cria e educa com tanto carinho. Escolhe seguir uma linha da alimentação mais “natureba”, é taxada de xiita e neurótica pelos outros …. Sofre, fica horas no forno, fogão para fazer biscoitos, bolachas, bolos, pães caseiros, sem açúcar, sem ingredientes ruins e, em um belo dia, do nada, sua pessoinha faz o inevitável: come algo que você jamais imaginou que ela iria comer! É, pessoas! A primeira bolacha recheada a gente nunca esquece!

Você olha aquela cena, sente seu coração ficar miudinho, cria-se um nó na garganta e, enquanto isso, a pessoinha está lá, toda bela saboreando o tal alimento do “mau”! A primeira bolacha recheada a gente nunca esquece e, pode ser bem decepcionante para muitas pessoas, enquanto para outras pode ser a hora tão esperada de dizer: eu te avisei!

Ô vida cruel essa, né pessoas? Me pergunto: porque a industria foi criar estas pragas do mundo? Qual a necessidade de fabricarem um produto cheio de gordura hidrogenada, excesso de açúcar, conservantes, aditivos, corantes? E pra que fazer isso focando no público infantil? As pessoinhas tão inofensivas que deveriam apenas se alimentar de itens o mais natural possível?

Piadas a parte, sim, todos os parágrafos anteriores foram de certa forma, piadinhas de nervoso, vai chegar o dia em que as pessoinhas vão comer opções que jamais imaginaríamos que fosse despertar o interesse nelas. E cabe a nós, adultos, ensiná-las sobre a moderação, a parcimônia e sobre o conjunto todo da alimentação. Educação nutricional também faz parte do pacote de educação, que nós pais, somos responsáveis.

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Aqui em casa, Clara teve a curiosidade em experimentar aquela bolacha preta com recheio branco, sabem? Siiiimmmm, a primeira bolacha recheada a gente nunca esquece, e aconteceu: ela experimentou e, gostou! Mas não gostou no sentido de ter que comer sempre, de pedir diariamente, de lembrar que ela existe. Provou e gostou, disse que era gostosa e ponto! Para completar falou: – Mamãe, eu gostei desta bolacha, mas o biscoito de aveia da Maternidade Colorida é mais gostoso!

O que quero dizer é que não é porque ela provou e gostou que eu vou deixar que se torne um hábito e que entre em seu cardápio. Muito pelo contrário, sentei e expliquei que não era saudável, que criança na idade dela ainda não era legal comer este tipo de produto. E, por mais que ela continuasse afirmando que tinha gostado, entendeu!

Ela comeu a segunda vez? Sim, comeu! Mas mesmo assim, foram poucas vezes e, só aconteceu no auge de seus 5 anos e 7 meses. Ou seja, em uma fase que é normal ter toda esta curiosidade pelo novo.

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A primeira bolacha recheada a gente nunca esquece, pessoas! Mas não é preciso se desesperar, chorar o “leite derramado” ou fazer uma tempestade. Também não é motivo de desanimar ou de sentir que falhou em algum momento. É normal que as crianças comam alimentos diferentes ao longo da vida, principalmente aqueles que não são bacanas, infelizmente. Cabe a nós, sempre ensinar e manter o hábito alimentar saudável e próprio para idade deles.

Beijos.

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