Imagem: Dreamstime

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Faço parte de uma família que acredita que ensino e educação é base de tudo. Meu pai sempre nos disse que a melhor e maior herança que ele podia nos deixar e nos deu é a educação, por isso, nunca mediu esforços pra nos pagar escolas que ele e minha mãe achavam bacanas pra nós. Eu, a filha mais velha não vivi a fase das vacas gordas durante o ensino infantil e fundamental, eles conseguiam apenas pagar aulas de inglês, mas quando a situação melhorou fui estudar em uma instituição particular e depois a faculdade. A escolha da escola dos filhos não é algo fácil e pra não errar na escolha, devemos considerar alguns pontos. Temos que unir financeiro, estilo, educação, sonhos e o modo individual de nossas Crias.

Pra ajudá-las, pedi pra uma pessoa que admiro demais, que tem o maior tato com as crianças, adolescentes, que sempre foi doce, estudou em um estilo de escola, hoje trabalha em um oposto e que estuda pra colaborar com a formação de nossos pequenos.

Ela, com seu aprendizado na faculdade soube dizer de forma sutil o mais importante: Não há uma escola que seja perfeita e que a união da relação casa X escola é muito importante!

Obrigada Jujú pelo texto, pelo carinho em suas palavras. <3

As diferentes abordagens – O que considerar na hora de escolher a escola de seu filho?

“Estamos chegando à metade do ano e, daqui para frente, algumas questões em relação à educação dos filhos vão sendo colocadas à prova. É tempo de finalizar avaliações e fazer balanços entre aspectos positivos e negativos. É tempo, também, de refletir sobre a escola em que os filhos estão matriculados, e sempre aparece a dúvida: será que fiz uma boa escolha?

Antes de começar a escrever este texto, a Pá me pediu para que eu considerasse escolas de três linhas pedagógicas: escolas tradicionais, construtivistas e escolas waldorf, mas antes de falar sobre cada uma delas especificamente, prefiro atentar para o seguinte ponto: não há uma escola que seja perfeita.

Mais do que encontrar uma escola que esteja de acordo com a postura dos pais, é de extrema relevância que os pais estejam de acordo com as posturas adotadas pela escola e que o diálogo entre as partes seja claro e contínuo. Ao procurar uma instituição de ensino, os pais ou responsáveis devem verificar qual é o seu projeto pedagógico e se informar sobre a sua história, sua postura e seu público. Sim, as escolas costumam ter um perfil específico, e é muito importante que o perfil dos pais seja condizente com o perfil de atuação da escola. Não adianta nada você matricular seu filho em uma escola construtivista se você, como responsável, exige práticas que são comuns de uma escola tradicional. Esse tipo de atitude só torna desgastante a convivência com professores, coordenadores e diretores, e quem acaba mais prejudicado por esse convívio inadequado é a criança.

Outro ponto importante é investir tempo e dedicação na relação e comunicação entre casa e escola. Você pode não ser um especialista em educação, mas como responsável deve assumir o controle de algumas situações. Preocupar-se com o diálogo entre vocês e a escola é fundamental para estabelecer uma relação de parceria, o que só traz benefícios para ambas as partes. Assim, vocês podem colaborar com os pedidos que as escola lhes fizer e também podem pedir a colaboração da escola em momentos de necessidade.

Nas últimas décadas tem-se falado muito sobre a escola tradicional. Ela tem sido alvo de muitas discussões e críticas, mas é fruto de um sistema que tem sido construído há muitos anos, desde a criação da escola, propriamente. É claro que mesmo dentro do grupo das escolas que se auto-intitulam tradicionais vocês encontrarão muitas diferenças entre elas, mas o que se espera da escola tradicional é um ensino que seja mais focado no professor, nas aulas expositivas, onde os alunos não têm tanto protagonismo. Nesse modelo, o conhecimento é passado aos alunos através dos conteúdos dados pelo professor. É chamada de escola “tradicional” justamente por ter sido um dos primeiros modelos, baseado na pedagogia da essência, de Rousseau, que acredita na igualdade entre os homens. Se são todos iguais, então podem ser agrupados e aprender da mesma maneira. É o modelo de escola em que a maioria de nós provavelmente estudou e com o qual estamos acostumados.

Sobre a escola construtivista, pode-se dizer que nesse tipo de ensino o aluno garante um papel de maior protagonismo. Ele participa mais ativamente do processo de aprendizagem e o professor passa a ter um papel de mediador entre o conhecimento e o estudante. Ele apresenta os conteúdos, mas juntamente aos alunos vão estabelecendo e solidificando os conceitos.

Uma das palavras-chave para o construtivismo é a autonomia. O estabelecer da autonomia nos alunos é um ponto muito relevante nesse tipo de abordagem. Os conteúdos são trabalhados várias vezes ao longo de todo o percurso dos alunos, investindo na memorização e no aprofundamento dos conceitos.

Na escola Waldorf, talvez a que seja mais desconhecida para vocês, há uma abordagem bastante diferenciada. O ensino waldorf foi idealizado por Rudolf Steiner, e sua pedagogia se compromete mais com princípios éticos humanos amplos e gerais. Ela tem como ponto de partida o conhecimento da criança e de seu desenvolvimento em diversos aspectos. Enfoca o ser humano como ente físico, anímico e espiritual.

Nas escolas waldorf preocupa-se mais com a coletividade, mas sempre mantendo atenção às necessidades particulares. São escolas que, apesar de considerar o lado espiritual do ser humano, não são entidades religiosas. Acredita-se que é próprio do ser humano o lado espiritual e abre espaço para que se trabalhe com ele sem que isso incorra em questões religiosas.

Apesar do breve resumo sobre essas três linhas de atuação, volto a mencionar que não acredito que exista uma escola perfeita. O que pode existir é uma escola que mais se adeque às suas necessidades e expectativas em relação à educação do seu filho. Defendo a ideia de que não há uma abordagem que seja melhor do que a outra, visto que cada família e cada estudante pode se adaptar melhor a um determinado tipo de escola. Se todas são válidas, cabe aos pais pesquisar e se orientar melhor na hora de fazer uma escolha tão importante. Para saber mais, há diversas páginas na internet que podem ser de grande ajuda:

Para terminar, gostaria de reiterar que este texto é apenas um convite à reflexão sobre a educação e relevância da busca pela escola que mais se adeque às suas expectativas. Não pretendo, de modo algum, rotular quaisquer das três linhas de escola que foram citadas, de forma tão breve, neste texto.

Há variados modelos à disposição na área da educação, e é preciso considerar também que muitas vezes as escolas também se encontram em momento de transição e adaptação a novas políticas pedagógicas, o que é tão comum em tempos como o que vivemos, em que existe a constante necessidade de atualização.

Quem assina esse texto é Júlia, prima da Pá. Sou graduanda em Letras Português/Alemão na Universidade de São Paulo, já lecionei em escolas tradicionais e também em escola construtivista. Tenho amigos que se formaram na escola waldorf e estudei a vida inteira em escola tradicional. Acredito na coexistência pacífica de todos esses modelos e acho muito válida e produtiva a existência dessa diversidade na área da educação!”

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Eu sou muito feliz com a escolha da escolha da Clara, lá existe calor humano, preocupação com o bem – estar das crianças, com o pedagógico. Somos sempre informados de tudo, eles fazem questão de estreitar a relação família X escola.

Clara chega sorrindo e saí chorando da escola, pede inclusive aos finais de semana pra ir brincar com os amigos e professoras.

Brinco com a dona da escola, a Rita, que ela tinha que ter uma escola até a faculdade.

Lá tenho o apoio da coordenadoria, da Kátia, uma linda que é tão novinha em questão de idade, mas já me deu tanto apoio, enxugou minhas lágrimas, sorriu junto e vibrou com cada conquista da Clara.

Espero tê-las ajudado com este texto e desejo que vocês acertem na escolha da escola das Crias.

Beijos

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