Hoje começa a Semana Mundial da Amamentação e falei sobre isso neste post na segunda feira.  Como falei, este ano a ideia é incentivar o aleitamento materno, levar informação pras mulheres que se tornaram mães sobre a amamentação e as pessoas que estão ao seu redor, afinal, incentivo, união e ajuda são fundamentais nesta fase. Além de todos os benefícios, para algumas mulheres, a amamentação: emoção, dor e amor, um misto de sentimentos, que faz valer a pena cada mamada.

Eu participo de alguns grupos na internet que tem o objetivo de incentivar e empoderar as mães nesta fase muitas vezes delicada pra mulher.

Um dos grupos que mais gosto é o AMS, coordenado pela Simone de Carvalho e outras mães e profissionais empoderados.

Bom, hoje o post tem um emocionante relato de uma amiga, leitora que espera seu segundo baby!
A Natália eu conheci quando engravidei em um grupo de grávidas de dezembro, Clara nasceu em julho e se tornou a caçulinha do grupo.
Saímos da amizade virtual e hoje somos amigas reais.

Naty, obrigada pela participação e que consiga amamentar seu Baby number 2 por meses, anos e seja tudo delicioso.

“Falar sobre amamentação é ao mesmo tempo muito fácil e muito complicado… Cada mulher vivencia a experiência de uma forma e cada bebê também, é algo muito íntimo.
 
Pra mim amamentar era como na matemática, X + Y = Z, aonde o X seria eu, Y o bebê e juntos faríamos o Z, a amentação… Em meio a milhões de compras para o enxoval acabei me deparando com muitos produtos destinados a auxiliar essa processo e minha alma consumista acabou falando mais alto, mesmo sem saber exatamente pra que tanta coisa, afinal era algo natural né? Comprei poltrona, almofada, pomada, bomba, absorvente, capa… Ufa! Me recusei somente a comprar mamadeiras. Quando o Gabriel nasceu demoraram mais de 6 horas pra me trazerem ele e quando ele chegou a enfermeira apenas apertou meu seio, viu que tinha colostro e falou pra eu dar o peito. 
 
Ninguem me ensinou que tinha pega ou posição, ninguém me perguntou se estava tudo bem, se eu já sabia como fazer, N-A-D-A! Graças a Deus ele pegou certinho e quando cheguei em casa meu leite desceu, neste ponto tivemos muita sorte mesmo, porque na maioria das vezes não é assim tão fácil de primeira, ainda mais sem ajuda nenhuma. Passei o primeiro mês inteirinho chorando ao dar de mamar pra ele, me sentia culpada por ter dor, por pensar em desistir e era tanta gente falando pra dar mamadeira, pra parar de invetar moda e blá blá bla… Essas pessoas apenas me incentivaram a continuar na luta, queria fazer todos pagarem pela língua e mostrar que eu era sim capaz de alimentar meu filho. Com o tempo a dor passou, ele cresceu e amamentar virou um prazer, era um momento só nosso, ninguém poderia me substituir nessa tarefa e internamente eu me sentia cada vez mais especial, sentia o poder de ser mãe. Perdi a vergonha em amamentá-lo na rua, no shopping ou no restaurante, deixei a capa guardada ‘rs As pessoas julgavam, mas eu já não estava nem aí, quem vê maldade em um ato tão divino precisa se tratar e não eu me esconder! Amamentei por 1 ano e 3 meses, uma vitória, um tapa na cara de quem achava que ele largaria assim que descobrisse como era bom o arroz e feijão… E hoje conto os dias para receber o baby number 2 e poder começar tudo de novo!!!
 
Se eu pudesse deixar uma moral ao final deste relato seria… Amamente sempre e muito! Amamentação é amor, é entrega, é carinho e aconchego. É um momento seu e do seu bebê, ninguém mais pode fazer por você. Tampe os ouvidos pros palpiteiros, se precisar procure ajuda, persista. A recompensa é inesquecível.”
 
Imagem cedida pela Natália

E vocês?

Como foi amamentar?
Beijos
 
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Comentários

  1. Para mim amamentar foi uma adaptação. Difícil no início ( meu leite demorou a descer e o peito sangrou), mas, depois que pegamos o jeito, maravilhoso!!! Foram momentos divinos que eu não trocaria por nada 🙂

  2. Para mim amamentar foi uma adaptação. Difícil no início ( meu leite demorou a descer e o peito sangrou), mas, depois que pegamos o jeito, maravilhoso!!! Foram momentos divinos que eu não trocaria por nada 🙂